Que se dane os problemas da educação brasileira, eu quero que respeitem meus pronomes!

Créditos da imagem: liberalismo da zueira

O não-binarismo certamente é uma das piores coisas que surgiram nos últimos anos — pior que o Felipe Neto, acredito eu. Até uns tempos atrás, na minha época de militante Maria vai com as outras, lembro de ter apoiado essas coisas. Afinal, eu só estava querendo ser inclusiva como todos alí. Quer dizer, eu só achava mesmo.

Depois de acordar pra vida, percebi a merda que o não-binarismo era. Um bando de adolescentes, com possíveis transtornos de personalidade, trocavam de gênero como se trocassem de roupa. Uma hora era mulher, cinco minutos depois era homem, no final do dia era um celtinha rebaixado. Uma palhaçada sem limites. E há quem ache essas pessoas “válides” na sigla LGBTQUIABO+.

Mas o que é o não-binarismo? O que ele quer exatamente?

Nos anos 90, a palavra genderqueer surgiu como um termo guarda-chuva para designar pessoas que não eram cisgêneros. Ao longo dos anos, foram criados outros gêneros de acordo com coisas bem nada ver com atração sexual, como estado de espírito, humor, cores, etc; estes foram incluídos no termo genderqueer. O não-binárismo, que é outro termo guarda-chuva, diz que todas as pessoas que fazem parte do movimento são trans. Mas será mesmo?

Transexuais são indivíduos com disforia de gênero, uma condição médica que faz com que a pessoa rejeite suas características biológicas. O tratamento para a disforia é a transição de sexo. Porém, os não-binários acreditam que não é preciso ter disforia pra ser transexual, basta se identificar. É aí que entra o problema: se basta só se identificar, então qualquer pessoa, incluindo cis-gêneros, poderiam ser não-binários também, ou seja, eles seriam transexuais. Muito contraditório, não?

E não bastou muito para que logo aparecessem um monte de tonhão de barba, batom e vestido se autodenominando mulher e um bando de peituda coçando o saco imaginário se achando machões. E ai de quem for reclamar que eles não são quem pensam que são, a resposta sempre vai ser a mesma: você é transfóbico! Para piorar mais ainda, eles exigem que você respeite seus pronomes. Elu/Delu, Eli/Deli, Elx/Delx e por aí vai.

Eles dizem que a língua portuguesa é preconceituosa e binarista, por isso o uso do pronome neutro. Engraçado que o português tem pronomes que já são neutros, como eles, por exemplo. Mas os floquinhos de neve parecem não perceber isso. Talvez porque o cérebro já esteja corroído por tanta lacração e baboseira progressista. Pra lascar ainda mais, o não-binarismo quer ir além dos pronomes e acabar com a língua portuguesa como um todo, introduzindo uma linguagem mais neutra nas escolas.

O Brasil tem um sistema de ensino péssimo. As escolas esperam que seus alunos tirem mil numa redação do Enem, mas não vêem que muitos deles chegam ao ensino médio sem saber ler direito. As escolas querem que seus alunos entrem em medicina, direito e engenharia, sem que eles tenham o mínimo de conhecimento para tirarem a nota mínima para passar no vestibular. Não há estrutura suficiente nessas escolas, principalmente as de ensino público; muitos professores são péssimos, sua didática é terrível, faz os alunos ficarem sem interesse durante as aulas. Mas os não-binários querem porque querem enfiar sua linguagem neutra goela abaixo nas pessoas em nome da inclusão.

Inclusão de que? Para quem? Tudo o que eu consigo enxergar é exclusão. Tá, vamos introduzir linguagem neutra nas escolas só para agradar uma parcela extremamente pequena da população. Mas e os analfabetos? E os deficientes visuais e mentais? E aquele aluno que mal sabe a diferença entre “mas” e “mais”? E aquelas escolas que mal tem professor de português? Isso realmente é inclusão? Eu não entendo esse narcisismo todo que os não-binários têm de não enxergar que o Brasil tem problemas mais relevantes que os pronomes de ume menine de cabelo colorido cujo gênero é verde limão e varia de acordo com o estado de humor delu.

Obrigar que seja adotada uma linguagem neutra nas instituições de ensino representa um atraso em um sistema que já está atrasado há muito tempo. Aos que se recusarem a usar, se preparem para serem chamados de “transfóbiques”.

Publicado por Staphylococcus

ume menine super revolucionárie

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